quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Uma Escolha Grave

Ontem, assisti no YouTube um vídeo com 6 baixistas tocando juntos, e podia-se dizer que a "nata" do contrabaixo estava bem representada nessa Jam. A estrutura da música era simples, um standard de jazz, onde se tocava o tema e aí abria-se para os improvisos.
Apesar do dream team reunido no vídeo, no meio do primeiro improviso me peguei querendo sair do YouTube, o que acabei por fazer depois de pular de solo em solo, só para ter uma idéia geral.
Apesar de já dizer isso há um bom tempo, o que aconteceu ontem cristalizou na minha cabeça que, definitivamente, não gosto de solos de baixo.
Fazer o quê, gosto das notas graves. A maior parte dos solos de baixo me deixa entediado, ponto final.
Quando isso aconteceu? Não sei ao certo, mas sei que foi entre fazer meu primeiro baixo de 6 cordas e o fretless. Pedi que o baixo fosse de 6 cordas porque na época, almoçava e jantava os solos do John Patitucci, mas com o fretless foi diferente, a minha cabeça tinha mudado.
Pedi ao Ladessa que fizesse o fretless com 5 cordas, o que ele se recusou completamente: "você toca o baixo de 6 cordas, não vai regredir e voltar ao de 5". Fim da discussão, mas eu já sabia o que queria, ou melhor, o que não queria.
Não que eu queira diminuir aqueles que se empenham em improvisos mirabolantes, sei que têm o seu valor, mas simplesmente a coisa não é para mim. Não consigo tomar gosto por isso, e olha que tentei durante muitos anos. Pode-se dizer que entre "Patituccis" e "Palladinos", optei pela segunda linha.
Aí, para sacramentar, fui tirar uma foto do meu baixo de 6 cordas, só para embelezar o post, mas lembrei que ele está sem cordas desde o começo do ano.
Bom, tirei a foto assim mesmo, até porque o baixo é bonito pra caramba.
Abraço,
Claudio

Recordação do Estúdio

(Foto: Edu Luke)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Agora com Imagem...

É legal ler o livro, mas tem gente que também gosta de ver o filme, ou melhor, a novela mexicana em 10 compassos.
Abraço,
Claudio

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Uma Novela Mexicana em Dez Compassos

Ontem passei por uma experiência diferente.
Na gravação do "Ídolos", um dos candidatos pediu que a primeira parte da música fosse apenas com o baixo e voz. Ou melhor, baixolão sem trastes e voz.
Gravamos o arranjo no ensaio, ouvi a música em casa, anotei alguns pontos em que queria melhorar a articulação das notas, alguns glissandos, etc.
Ontem foi a gravação do programa, e passamos algumas vezes as músicas, e isso deveria me dar segurança na hora de gravar. Mas aqueles pensamentos começaram a surgir à medida em que a música ia se aproximando: "e se eu errar alguma nota?", "e se eu desafinar?", "e se eu derrubar o cantor e ele for eliminado por minha culpa?"
Até que chega o hora. O VT aparece na tela, e quando ele acabar é hora de tocar. Aparece o logotipo do "Ídolos" na tela. Olho para o Maguinho, que começa a dar a contagem...
No começo do ano, tive um papo muito legal com o Beto Paciello, em que ele me falou sobre a mente dominar as emoções, e isso é algo que tenho procurado aplicar na minha vida. Até escrevi um "post" anteriormente, sobre o fator psicológico. Como havia dito, não é fácil, mas tenho sentido um lento, porém constante, progresso.
E ontem, graças a Deus, pude manter o foco e fazer o trabalho como deveria ser. Sem distrações, notas erradas, desafinações, ou atrapalhar o cantor.
É, essas coisas funcionam. Mas poderia ter menos novela...
Abraço,
Claudio

domingo, 15 de novembro de 2009

Gravação - Ministério NH

(E-D: Marquinhos, Elton Ricardo, Gustavo Barros, Claudio Rocha)

Gravação - Amanda Kell

E-D: (Maguinho, Beto Paciello, Amanda Kell, Conrado Goys, Claudio Rocha)
Estúdio Mosh, SP

sábado, 14 de novembro de 2009

Sampa é de Matar...

Essa madrugada, acabei de gravar às 3:30hs da manhã.
Tudo desmontado, guardado, todos os "tchau" falados, entro no carro e vou para casa.
Foi só entrar na Avenida do Estado, às 4hs da matina, e tudo parou: carros, ônibus, todos parados, provavelmente por causa do Mercado Municipal.
Resumo da brincadeira: tive que achar um caminho alternativo, e cheguei em casa às 5hs da manhã.
Depois de uma taça de vinho (ninguém é de ferro) e um banho, deito e olho o relógio: 5:30hs.
Só que às 8:30hs, dá-lhe marretada! Os pedreiros resolveram trabalhar nesse sábado, para diantar um pouco a reforma.
Devia ter dormido no estúdio.
Abraço,
Claudio

"Flores"

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Gravação, Água e Blecaute

Em um estúdio em São Paulo...
Chegamos para gravar uma faixa, montamos o equipamento, passamos o som, definimos o arranjo, gravamos um take, só para ouvir como estava a sonoridade.
Tudo ok, fomos tomar uma água, antes de gravarmos pra valer.
Puffffffff!!!!!!!!!
A energia acabou...
Mal sabíamos que era o "apagão"...
Esperamos algumas horas para a luz voltar, mas nada. De madrugada, desmontamos o equipamento no escuro (meu iPod virou lanterna), e voltamos para casa.
Como disse o Maguinho, foi a "maldição da 1 faixa"...
Bom, faz parte da vida.
Abraço,
Claudio

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Gravação - Ministério NH