Uma Lição...

Há uns tempos atrás, li uma entrevista com o baixista Will Lee, sobre um concerto do qual participou. Vários artistas iriam participar, entre eles o falecido John Entwistle, baixista do The Who.
Como um grande fã de Entwistle, Will Lee queria ouvir seu famoso timbre, mas o equipamento era o mesmo para todos os artistas.
John Entwistle chega, pega um baixo que não é o dele, um amp que não é o dele e, após mexer em alguns botões, eis que surge o som do "John Entwistle".
Em 1995, uma banda chamada Tribal Tech veio tocar em São Paulo, e eu fui assistir, por causa do baixista, o incrível Gary Willis.
Mas quem me chamou a atenção foi o guitarrista, Scott Henderson. Não por causa do que tocava (um absurdo de bom), mas pelo equipamento: uma guitarra Ibanez (que desafinava no meio dos solos), uns 3 pedaizinhos (desses da Boss) e um amp da Peavey. E o som que vinha daquele kit inusitado, era o mesmo que eu ouvia em todos os CD's do Tribal Tech, maravilhoso.
O que os dois têm em comum?
Em uma época em que o mercado lança um equipamento novo por semana, o que importa, na verdade, é o som que você tem na cabeça.
Abraço,
Claudio

Comentários

O meu professor de Contra-baixo, o Elias, sempre me disse: o que faz o músico não é o equipamento, e sim o seu talento, ou sua capacidade de estudar e aprender novas técnicas.

é isso.

ps: ainda bem que você "reapareceu no blog", estava sentindo falta de uns tons graves na minha lista de leitura.
Claudião, um dia vi uma workshop do Fabiano Manhas falando que não dá pra tocar em qualquer batera, tinha que ser sempre a dele.

Anos depois, o Carter Beauford apareceu tocando no show do Santana, tocando uma batera bem inferior a dele e o cara tava feliz da vida.

Até mais, Marcos.

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